A opinião pública não existe, e isso é uma boa notícia
O que chamamos de consenso é só o barulho de quem fala mais alto. Discordar em voz baixa ainda é discordar.
PorLeo Vallim
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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PorLeo Vallim
Uma geração de diretores parou de filmar para agradar festivais estrangeiros. O resultado é mais estranho e muito melhor.
PorLeo Vallim
Quem ergue os prédios mora cada vez mais longe deles. O deslocamento diário virou um imposto pago em horas de vida.
PorLeo Vallim
A maioria dos leitores não passa do título. Quem escreve sabe disso, e o título passou a dizer o que a reportagem não sustenta.
Ela entrega frases corretas e nenhuma ideia. Escrever continua sendo o jeito mais barato de descobrir o que se pensa.
Quem diz não ter lado costuma ter o lado de sempre. Assumir uma posição é o mínimo de honestidade com o leitor.
Refilmagens, turnês de despedida e relançamentos: o passado rende mais do que qualquer aposta no que ainda não existe.
A semana de quatro dias deixou de ser utopia de consultor. O que falta agora é admitir que cansaço não é medalha.
Ninguém o contratou e ninguém pode demiti-lo, mas é ele quem decide o que chega à sua tela pela manhã.
Cada notificação foi desenhada por alguém cujo bônus depende de você não largar o aparelho. Isso não é teoria da conspiração.
Preenchemos cada minuto vazio com uma tela e depois nos perguntamos para onde foram as boas ideias.
Decretaram sua morte há vinte anos. Ele segue nas estantes, enquanto os aparelhos que iam substituí-lo juntam poeira.
Tratamos o isolamento como falha individual, mas ele tem endereço: cidades sem praça, sem banco e sem motivo para ficar.
O que chamamos de consenso é só o barulho de quem fala mais alto. Discordar em voz baixa ainda é discordar.
Quem diz não ter lado costuma ter o lado de sempre. Assumir uma posição é o mínimo de honestidade com o leitor.
Preenchemos cada minuto vazio com uma tela e depois nos perguntamos para onde foram as boas ideias.
Discordar com força é sinal de saúde. O que adoece o debate é a certeza de que o outro lado nem merece resposta.
Uma geração de diretores parou de filmar para agradar festivais estrangeiros. O resultado é mais estranho e muito melhor.
Refilmagens, turnês de despedida e relançamentos: o passado rende mais do que qualquer aposta no que ainda não existe.
Decretaram sua morte há vinte anos. Ele segue nas estantes, enquanto os aparelhos que iam substituí-lo juntam poeira.
As exposições mais visitadas do ano foram pensadas para a câmera do celular. A obra virou pano de fundo.
Quem ergue os prédios mora cada vez mais longe deles. O deslocamento diário virou um imposto pago em horas de vida.
A semana de quatro dias deixou de ser utopia de consultor. O que falta agora é admitir que cansaço não é medalha.
Tratamos o isolamento como falha individual, mas ele tem endereço: cidades sem praça, sem banco e sem motivo para ficar.
Quarenta minutos de espera dizem mais sobre as prioridades de uma cidade do que qualquer plano diretor.
A maioria dos leitores não passa do título. Quem escreve sabe disso, e o título passou a dizer o que a reportagem não sustenta.
Ninguém o contratou e ninguém pode demiti-lo, mas é ele quem decide o que chega à sua tela pela manhã.
Quando o último jornal da cidade fecha, ninguém noticia. E a prefeitura passa a governar sem plateia.
Ouvimos três horas de dois desconhecidos falando e não ligamos para um amigo há meses.
Ela entrega frases corretas e nenhuma ideia. Escrever continua sendo o jeito mais barato de descobrir o que se pensa.
Cada notificação foi desenhada por alguém cujo bônus depende de você não largar o aparelho. Isso não é teoria da conspiração.
A rede que prometia conectar todo mundo virou meia dúzia de jardins murados, cada um com seu porteiro.
Quem pode pagar compra o direito de não ser rastreado. Para o resto, o serviço é gratuito e o preço é outro.